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Luciana Bugni

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Precisa lavar roupa suja com ex? Gracy diz que Vivi deve conversar com Belo

Universa

17/10/2019 04h00

Reprodução/ Instagram

Namoros acabam, casamentos acabam. Esse, aliás, foi o assunto da semana com a separação de Thiaguinho e Fernanda Souza. É difícil se conformar com o fim da relação de pessoas que gostamos — quando um casal querido vai cada um para o lado, a gente não sabe direito para que lado ir. Mas quando o casal é famoso, a pressão parece ainda maior.

Thiaguinho e Fernanda: "separamos". O mundo: "não é possível, não acredito mais no amor, minha vida acabou, estou arruinada". Que exagero danado. Aí o tempo passa. E todo mundo se conforma. Aliás, esse papo de "não acredito mais no amor" não faz muito sentido. Amor acaba mesmo e é uma barra. Mas só acaba porque a gente acredita no amor e quer a chance de viver outro amor. Se ninguém acreditasse, oras, ficávamos para sempre no relacionamento meia boca anterior.

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Mas tem gente que não se conforma com o fim do namoro dos outros. Você já deve ter ouvido a frase: "mas será que vocês vão voltar? Vocês eram tão lindos juntossssss". Não, meu amor, a gente não vai voltar. E você só acha a gente lindo porque não DORMIA com a gente.

Ninguém consegue superar, por exemplo, os rumos da relação de Belo e Viviane Araújo. Realmente, foi meio traumático: Belo estava preso por tráfico, Vivi o visitou e ajudou nos anos na cadeia e continuou firme com ele. Quando ele saiu da prisão, já não estava mais com ela e assumiu o namoro com Gracyanne Barbosa. É, meio chato.

Acontece que Belo foi preso em 2002. E saiu da cadeia alguns anos depois. Poxa, tem mais de dez anos que esse namoro acabou. Tempo em que Vivi se firmou como uma das maiores musas de escola de samba brasileiras, fez novela, se reinventou, se superou e (parece) está muito bem, obrigada.

Mas toda vez que alguém entrevista essa mulher, vem a pergunta: "~qualquer coisa~ e o Belo?" Na última semana, no programa do Bial, Belo e a Gracy falaram desse período. Belo disse ser grato, sua mulher disse que ele e a ex deviam esclarecer algumas coisas.

É louvável que a atual trate a ex com respeito. Na maioria dos casos, não existe um motivo para que mulheres que já ficaram com o mesmo homem se odeiem. É agradável pensar que alguém fez todas aquelas coisas que faz com você com outra pessoa? Não é. Mas até aí, você também fez. Todo mundo tem ex em 2019. E tudo bem.

Agora, será que Vivi precisa mesmo conversar com Belo? Olha, só se ela quiser. Ela diz que prefere esquecer esse período e se recusa a comentar. Deve ser muito barra mesmo ser mulher de um cara que está na cadeia, se manter fiel em todos os sentidos e, quando ele finalmente está livre para viver esse amor… ver tudo acabar. Ela faz o que quiser com isso e isso inclui esquecer o assunto.

A intenção de Gracyanne deve ser boa. Perdoar é bom demais. Entender os erros do outro, botar pingos nos is e seguir em frente é um jeito legal de passar para outra. Mas já faz tanto tempo, Vivi já deve ter partido para a próxima há muito tempo. Há uns meses, ela inclusive cantou músicas de Belo num karaokê com os amigos, rindo da situação. A internet logo quis botar fogo dizendo que era alfinetada — como a galera gosta da ideia de mulher brigando, né? Ela só estava ali vivendo a própria vida, cantando música do ex.

Tem um jeitinho delicioso de perdoar, esquecer e viver sua própria vida: em silêncio. Sem dar satisfação para ninguém.

Viviane Araújo parece dominar esse assunto tanto quanto tem samba no pé. Que classe.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Luciana Bugni é jornalista e escritora. Vive entre quatro rapazes, muitas bolas de futebol e uma gata, descomplicando a vida e parindo ideias. Edita conversas antigas (é cada resposta que a gente poderia ter dado...), cardápios e reportagens na Universa, aqui no UOL. Já trabalhou na “Revista AnaMaria”, no “Diário do Grande ABC”, no “Agora São Paulo” e na “Contigo!” e se especializou em jornalismo feminino popular. Acredita no amor, que mostarda melhora tudo e que as madrastas são uma classe injustiçada pela literatura infantil.

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso sobre a geração que está com 30 e poucos anos, recorrendo aos apps de paquera na marra ou tentando salvar o segundo casamento com todas as forças. E enquanto isso, trabalha, cria pessoinhas e faz de tudo para se divertir (desde que o samba é samba é assim).

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