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Luciana Bugni

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Por que as pessoas são tão obcecadas para que ex casais voltem a namorar?

Universa

31/05/2019 04h00

 

Biel e Duda: depois de muita briga, uma provável reaproximação

Você que acompanhou a saga #brumar, sabe do que estou falando. Teve gente que torceu demais para Bruna Marquezine e Neymar voltarem, teve gente que virou a cara para o namoro iô-iô (quem aguenta?), teve gente que vibrou com o fim definitivo — e a coroação com um suposto triângulo, envolvendo Anitta, que deu o que falar no Carnaval. Até o próximo retorno.

A verdade é que a gente é meio obcecado por casais voltarem a namorar. Letícia Spiller, por exemplo: ela e Marcelo Novaes se separaram há anos, mas basta fazerem alguma novela juntos e logo começa a pressão para ficarem outra vez. Eles explicam que se dão bem, que têm um filho, que podem até dar beijo técnico em cena, mas… ninguém entende nada.

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A novidade dessa semana foi o cantor Biel que, me perdoem os fãs, só aparece em três ocasiões: quando destrata jornalista, quando briga com a ex, quando volta com ela.

Parece que o rapaz apareceu perto de Duda, numa foto de Instagram em que podia se ver o anel dela. Abordado pela reportagem, ficou nervoso e disse eles têm um casamento para resolver. Entendo. Conversar com um ex, especialmente após uma briga ou barraco, como foi o caso deles, não é uma coisa trivial. Com a mídia toda em cima, deve ser pior ainda. A que ponto chegamos: eu senti vontade de defender Biel. "Free Biel, deixa eles se resolverem."

Então fiquei pensando mesmo é porque as pessoas são tão obcecadas que os casais voltem.

Quem já se divorciou sabe do impacto que é contar para os amigos e família. As pessoas ficam tão tristes que parece que elas é que perderam o par. Não demora muito e começa a torcida: "Você vão voltar". Pode ser que voltem mesmo, mas não deveria ser — e geralmente não é — por conta da torcida. A vida não é novela.

O Tab fez uma ótima análise sobre a nossa dificuldade de lidar com términos. De Game of Thrones ao pote de arroz doce da festa junina, o que a gente queria mesmo é que o que gostamos durasse para sempre. Mesmo que seja o namoro dos outros. Não dura, aprendemos na primeira infância. Mas, às vezes, nos comportamos como aquelas crianças que fomos.

Se até a saga de Jon Snow e seus amigos (e inimigos) acabou — e tinha uma audiência danada –, como é que a gente vai querer mandar no relacionamento de quem nem conhece?

Quando Fátima e Bonner terminaram, o que eu mais ouvi na redação em que trabalhava foi: "Eu não acredito mais no amor". Anos depois, Fátima está namorando, feliz da vida. Bonner até já casou de novo. Olha o amor aí, gente.

Será que essa fixação pelos casais famosos não diz muito sobre a nossa vontade de fazer nossos próprios relacionamentos durarem para sempre (mesmo que não estejam lá tão bem assim)?

A vida real não precisa ter casamento no último capítulo, não.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Luciana Bugni é jornalista e escritora. Vive entre quatro rapazes, muitas bolas de futebol e uma gata, descomplicando a vida e parindo ideias. Edita conversas antigas (é cada resposta que a gente poderia ter dado...), cardápios e reportagens na Universa, aqui no UOL. Já trabalhou na “Revista AnaMaria”, no “Diário do Grande ABC”, no “Agora São Paulo” e na “Contigo!” e se especializou em jornalismo feminino popular. Acredita no amor, que mostarda melhora tudo e que as madrastas são uma classe injustiçada pela literatura infantil.

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso sobre a geração que está com 30 e poucos anos, recorrendo aos apps de paquera na marra ou tentando salvar o segundo casamento com todas as forças. E enquanto isso, trabalha, cria pessoinhas e faz de tudo para se divertir (desde que o samba é samba é assim).

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