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Você ainda se sente jovem? Veja os filhos dos Titãs adultos e mude de ideia

Universa

24/01/2020 04h00

Se você nasceu nos anos 70 e 80, provavelmente, gostando ou não, tem a lembrança dos Titãs como símbolo de ousadia e juventude. Foram eles que disseram que a gente não precisava da polícia, que a gente não gostava de igreja nem dizia amém. Foram eles que deixaram bem claro que diversão era solução, sim. E que a gente precisava também de arte, além de comida, claro.

Titãs foram revolucionários para o rock brasileiro dos anos 80 e estão até agora jovens e rebeldes na nossa imaginação ou nas caixas de som e playlists de churrascos. Não tem como separar minha adolescência da banda. Deve ser difícil separar a sua também. Em algum momento a trilha sonora é Go Back, ou Família, ou Marvin.

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Aí, aconteceu o quê? O implacável tempo fez com você o que você achou que demoraria mais para acontecer. Você envelheceu. Acontece de repente, quando, na segunda hora de um show de rock, sentimos uma dor estranha no ciático. Ou quando uma ressaca vira uma doença profunda que dura 48h e cogitamos internação. Ou quando nos sentimos obrigados a parar de fumar, pois dizíamos que faríamos isso quando completássemos 30 anos e agora já passou dos 40 e…

Cabelos brancos, pele flácida e outras pequenas mudanças estéticas dão pequenos toques que a gente tenta ignorar. Um dia olhando as fotos tiradas num show dos Titãs em 1995, você toma um susto ao não reconhecer a si mesmo. "Acho que sou eu aqui ou essa era a Virginia?"

Você começa a ser muito mais velho que seus colegas de trabalho. Eles não conhecem os personagens da Escolinha do professor Raimundo (mesmo que exista um remake moderno nas TVs atuais, eles não veem TV).

Você se empolga com um vale-night e queima a largada. Não aguenta nem o esquenta. Vai para casa dormir e acorda cansado.

Se se identificou com qualquer dessas situações, é provável que você esteja envelhecendo. Não é indolor, mas é normal. Se ainda não se conformou com isso, pode confirmar abaixo: até os filhos dos Titãs já são adultos.

Desejáveis rapazes, esses garotos são a prova de que seus dias de jovenzinha decididamente ficaram para trás. Provavelmente eles te chamariam de "tia" na rua. E tudo bem. Dificilmente nossos próprios filhos acreditariam que aqueles respeitáveis senhores eram os roqueios rebeldes que cantavam palavrões e eram condenados pelos nossos pais.

Mas que a genética da rebeldia faz um bem danado, ah isso faz.

João Mader é a Malu Mader com as cores do Toni Bellotto, né?

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Max Fromer, menino, para de fumar, garoto.

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Max in the jungle

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Pensando bem, acho que ele tá bem de saúde.

 

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Zé Brito, eu lembro do dia que você nasceu.

Théo Reis toca violão charmosamente.

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Seriamente tentando acertar um acorde . . foto: @_carolpimenta

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Bento Melo é mais rebeldão.

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Happy new year 🎉🍻🎉🍻🎉🍻

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Na verdade a tia está só brincando. Não esqueçam de pegar um casaco, meninos.

Você pode continuar essa conversa comigo no Instagram: @lubugni . 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Luciana Bugni é jornalista e escritora. Vive entre quatro rapazes, muitas bolas de futebol e uma gata, descomplicando a vida e parindo ideias. Edita conversas antigas (é cada resposta que a gente poderia ter dado...), cardápios e reportagens. Já trabalhou na “Revista AnaMaria”, no “Diário do Grande ABC”, no “Agora São Paulo”, na “Contigo!” e em "Universa", aqui no Uol. E se especializou em jornalismo feminino popular. Acredita no amor, que mostarda melhora tudo e que as madrastas são uma classe injustiçada pela literatura infantil. Mora também no Instagram: @lubugni

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso sobre a geração que está com 30 e poucos anos, recorrendo aos apps de paquera na marra ou tentando salvar o segundo casamento com todas as forças. E enquanto isso, trabalha, cria pessoinhas e faz de tudo para se divertir (desde que o samba é samba é assim).

Luciana Bugni