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Luciana Bugni

Luciana Bugni

Signo de leão: é melhor manter distância do egocentrismo dos leoninos!

Universa

25/07/2018 09h00

Ben Affleck é boy de leão e acha até que é o Batman (Arte: Marília Filgueiras)

Não tente nunca dizer a um leonino que o mundo não gira ao redor do corpinho deles. Poderá ser assustador demais para alguém que cresceu acreditando ser o elemento responsável pela órbita terrestre, do zoológico à savana. Mulherengos, os leoninos se preocupam com algo que deveria deixar de ser importante aos 15 anos: quantidade. E digo mais. Eles contam tudo isso por aí. Não, não espere segredo de um leonino, porque ele vai dizer que ficou com sua amiga antes de ficar com você e vai dizer que ficou com você e com ela antes de pegar a terceira e vai fazer isso até ficar com a turma toda. E cinco anos depois, quando encontrá-las num bar, todas juntas, vai contar para os amigos (alto): "Tá vendo aquela mesa ali? Peguei todas".

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A dor dele é a maior das dores. A alegria dele é a maior das alegrias. E até o fato de você estar de boa, sem dor alguma naquele dia, veja bem: é um problema. Para estar com leonino você vai ter que dançar conforme a música sem lógica ou métrica que só toca na cabeça dele. E, claro, ele acha o máximo. Tudo que o leonino é, a começar pelo seu reflexo no espelho, produz e cria é demais. Até a atenção  que ele dispensa a você, aos seus avós, à sua vizinha… bem, é uma maneira de parecer o máximo.  O ego de um leonino é o verdadeiro predador da selva que você chama de vida.
Aí você, elevada que é, pensa que ele é só um adolescente egocêntrico e tardio aos 30 anos. Que a maturidade nunca vai passar ali perto. Que é assim que é e pronto, um grande erro coletivo. E que passou, serviu de lição, um homem desse nunca vai namorar com ninguém. Certo? Não.
O leonino não cansa de surpreender (pro mal). Em um belo dia você está saindo do cinema sozinha e encontra o traste. Como se fosse possível, ele está de mãos dadas com uma garota pelo menos uma década mais nova que você. Você olha para ele com cara de dúvida "como-é-que-você-está-de-mão-dada-se-não-pegava-na-minha-mão-nem-pra-atravessar-a-rua?" Ele, safado que é, sabido que é, consciente de que o mundo gira ao redor do umbigo dele que é, responde: "É minha namorada. Achei o amor da minha vida". E pisca para você.
Você fica ali olhando a namorada dele, que ainda está na puberdade, seguir de mãos dadas com aquele homem que ficou com você e com todas as suas amigas. Você fica ali olhando o leonino carregá-la pela mão como se ela fosse uma princesa. Você fica ali se perguntando por que ninguém nunca havia dito para você não aproximar de um leonino antes.

Sobre a autora

Luciana Bugni é jornalista e escritora. Vive entre quatro rapazes, muitas bolas de futebol e uma gata, descomplicando a vida e parindo ideias. Edita conversas antigas (é cada resposta que a gente poderia ter dado...), cardápios e reportagens na Universa, aqui no UOL. Já trabalhou na “Revista AnaMaria”, no “Diário do Grande ABC”, no “Agora São Paulo” e na “Contigo!” e se especializou em jornalismo feminino popular. Acredita no amor, que mostarda melhora tudo e que as madrastas são uma classe injustiçada pela literatura infantil.

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso sobre a geração que está com 30 e poucos anos, recorrendo aos apps de paquera na marra ou tentando salvar o segundo casamento com todas as forças. E enquanto isso, trabalha, cria pessoinhas e faz de tudo para se divertir (desde que o samba é samba é assim).