PUBLICIDADE

Topo

Histórico

Ewbank e Gagliasso: o curioso caso do marido que some na hora da faxina

Luciana Bugni

24/07/2020 04h00

Um amor desses (Reprodução Instagram)

A gente que é mortal, que não é famoso, que faz a própria faxina desde antes da quarentena, já sabe como é. Basta ver um balde, uma vassoura, um rodo e alguns panos de chão pro indivíduo desparecer.

Pode ser filho, pode ser marido, pode ser esposa — tem sempre o esperto da família que arruma um jeito de achar que os afazeres domésticos são invisíveis e, mexendo no celular, passar por cima dos produtos de limpeza, da cama por fazer, do varal cheio de roupa seca, da pia cheia de louça suja, como se eles não existissem.

Veja também

Na casa de Giovanna Ewbank, segundo a própria, quem some é Bruno Gagliasso com urgentes e demoradas vontades de ir ao banheiro. Ela contou a história para o casal de amigos Flávia Alessandra e Otaviano Costa (agora meu colega aqui no UOL), em seu divertido canal no Youtube. Aliás, não é de hoje que eu gosto de Gioh.  Flávia reclamou também que o marido fica sentado perguntando se ela quer ajuda, quando ela praticamente já terminou a faxina — ainda que ele oferece ajuda, tem quem nem isso faça.

Amar é trocar o detergente vazio por outro cheio

É claro que no jeito divertido de Giovanna criticar o marido dá para ver que está tudo bem entre eles. Bruno se defende, a esposa dá uma exageradinha. Ambos gargalham. E ele faz algo básico para que casais sejam felizes: a escuta. Como é a rotina dos dois de fato, não sabemos. Se Bruno vai pensar duas vezes antes de escapar para o banheiro bem na hora do banho das crianças? Tomara. Mas que haja amor e zêlo em tantas outras partes da rotina — como de fato parece que há nesse casal.

Túlio Gadelha fez  essa semana um post de amor sobre morar com Fátima Bernardes nesses dias de quarentena que deixou a internet suspirando. Detalhe: tinha mais descrição de serviços domésticos do que qualquer outra coisa. Jantares românticos à luz de velas? Que nada. Amor é lavar a louça quando o outro cozinhou. É pedir para quem está fazendo home office levantar o pé para passar pano no chão. É deixar o prato feito, cheio de amor, no microondas. Um ganha uma tapioca no meio da tarde ali, e devolve um café na cama uns dias depois. Ambos penduram a roupa quando a máquina apita o fim da lavagem.

Eu sei que a vida real é bem mais injusta do que eu estou pintando aqui. Na prática, muitas mulheres ficam sobrecarregadas por cuidarem sozinhas da casa, da comida, das roupas e dos filhos. Está cheio de marido que não faz nada com a desculpa de "eu já trabalho". Mas que haja amor o suficiente para dar uma reclamadinha amorosa como fez Giovanna. E que haja amor de volta para ser ouvido. E que haja amor, muito amor, para mudar e começar a dividir o trabalho de casa.

Aqui em casa, ainda bem, dividimos as funções muito bem. Não sei se conseguiria ficar na boa se as tarefas domésticas estivessem acumuladas em uma pessoa só — mesmo que a sobrecarregada não fosse eu.

Eu não sei se deu para perceber, mas esse texto é uma declaração de amor.

 

Você pode duvidar de mim no Instagram.

 

 

 

Sobre a autora

Luciana Bugni é gerente de conteúdo digital dos canais de lifestyle da Discovery. Jornalista, já trabalhou na “Revista AnaMaria”, no “Diário do Grande ABC”, no “Agora São Paulo”, na “Contigo!” e em "Universa", aqui no Uol. Mora também no Instagram: @lubugni

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso para atravessar a era digital com um pouco menos de drama. Sororidade e respeito ao próximo caem bem pra todo mundo.