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Você pode trocar bar no Leblon por transar igual Deborah Secco, por exemplo

Universa

04/07/2020 04h00

Deborah Secco diz que é animadinha para transar e você devia se inspirar nela (Imagem: Jorge Bispo)

2020, esse ano traquinas. Quando em minha vida boêmia pensei que viria aqui neste grande portal criticar justamente a boemia. Luciana, o que está acontecendo? Faz sentido olhar uma rua lotada de gente bebendo, flertando, se divertindo… e achar errado? Eu, dentro de casa, como uma senhora antissocial, achando irresponsável a atitude de gente que até outro dia ia virar meu melhor amigo na fila do banheiro. Não passei os últimos 20 anos de bar em bar para chegar nesse momento, Coronavírus. Agora só falta achar esquisito, sei lá, alguém transar 10 vezes por dia. Quantos anos eu tenho?

Leblon não é meu destino favorito para tomar um chopinho, é verdade. Jobi até tem seu charme num pós praia com fome, Clipper era bom numa época em que o chopp era R$ 5, e já fui, sim, feliz no Bracarense. Mas prefiro outros bairros. Nem por isso condenaria em qualquer outro tempo quem acha que é uma boa ideia pagar R$ 13 reais num chopp num dia de semana. Afinal, eu não me lembro de ter transado dez vezes por dia, então sempre me sobraram umas quatro horinhas por semana para o boteco — e vou te falar que eram bem aproveitadas.

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Mas estamos em 2020, esse ano danado. Ontem, enquanto os cariocas se divertiam na rua do bar, maldiziam a máscara e gritavam que era a hora da curtição, meus amigos de bar… bem, mandavam fotos do bar do Leblon com a mensagem: "eu não vou ver isso sozinho". Envelhecemos do Carnaval para cá?

Nesse mesmo tempo, Sabrina Sato compartilhava um vídeo maravilhoso em que Deborah Secco fala sobre como deseja o marido e que estava acostumada a transar com Hugo Moura dez vezes por dia. Todos vocês decidiram fazer com que eu me sentisse uma ranzinza que não consegue fazer nada legal? 10 vezes?

É difícil mesmo pensar num fim de semana sem bar para quem gosta de uma mesa de lata na calçada e um copo sujo cheio de cerveja gelada. Mas estamos no meio de uma pandemia e tal. A ideia é não lotar os hospitais, não colocar a equipe médica nem familiares em risco, sair só para trabalhar.

Estão abertos os restaurantes e bares, estou sabendo. Se estão abertos, as pessoas podem ir. Mas é legal ir de máscara caso seja inevitável — se aglomerar nem pensar. E sabe o que é mais legal? Ficar em casa. Beber em casa. Não pegar coronavírus. Não passar para ninguém. E, se possível, transar. Já pensou nisso?

Que tal mirar-se no exemplo de Deborah Secco?

Deborah Secco disse para a querida Sabrina Sato que antes da gravidez transava 10 vezes por dia com Hugo Moura. Fiquei o dia inteiro pensando no número. Dez vezes por dia, rapaz do céu. Discutimos isso também no whatsApp com os amigos, como se fôssemos virgens: é possível? Quanto tempo dura uma transa para dar tempo de outras nove? Não bastavam os da curtição no Leblon  nos deixarem nessa difícil situação de senhores austeros que não bebem na rua, vem Deborah nos lembrar que não temos a vitalidade de outrora também? Que fim de semana difícil esse 17º da quarentena, hein.

Para me sentir melhor, já que não vou para o bar nesse fim de semana, decidi pensar que a quantidade de trepadas diárias da atriz é um modo de falar. E me apeguei ao seu exemplo, que é delicioso de se seguir. Deborah disse que quando vê Hugo pelado pela casa logo pensa: "que delícia".  Mas aí a filha a chama de "Mamãe"e ela entende que não é hora. Realmente, não dá para ser mãe, trabalhar e transar todo dia. Mas quando tem uma oportunidade, vai lá e trepa ué. Já falei aqui e repito: aproveitem vossos períodos férteis, amigas. E amigos também serão beneficiados.

Deborah falando que transa com o marido num papo gostoso com Sabrina Sato é de uma liberdade muito gostosa de se ver. Já que os bares estão abertos, desisto da minha cruzada inútil para pedir para que as pessoas fiquem em casa: quem sou eu perto do poder de convencimento dos nossos governantes. Mas sugiro para os resistentes como eu, uma quarentena nos moldes da minha ídola de Confissões de Adolescente. Tem aplicativo aí rolando, tem sempre um parceiro transante encostado, faça a fase dois da quarentena na horizontal. Mas com o mesmo parceiro de agora até a vacina. E não saia de casa. Não lote os hospitais. Não pegue coronavírus. Proteja sua família. Não zombe da máscara. Nem da camisinha.

Parece um bom plano, diz aí. Você pode discordar de mim no Instagram.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Luciana Bugni é gerente de conteúdo digital dos canais de lifestyle da Discovery. Jornalista, já trabalhou na “Revista AnaMaria”, no “Diário do Grande ABC”, no “Agora São Paulo”, na “Contigo!” e em "Universa", aqui no Uol. Mora também no Instagram: @lubugni

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso para atravessar a era digital com um pouco menos de drama. Sororidade e respeito ao próximo caem bem pra todo mundo.