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Luciana Bugni

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Anitta fala de Piovani na mensagem para Scooby: precisa?

Universa

13/08/2019 04h00

(Reprodução: Instagram)

Anitta e Pedro Scooby estão naquele começo de namoro com tudo que o auge da paixão tem direito: encontros frequentes, sexo quente (pelo menos é o que ela diz na internet) e ciúme.

Sabemos disso tudo porque os dois e a ex do surfista, a atriz Luana Piovani, são ávidos usuários de rede social. É por lá que ficamos sabendo (quase) tudo o que acontece com os três. Não raro, alguém comenta que eles não deviam dividir tanto o que sentem, fazem, falam. Mas todo mundo continua consumindo desesperadamente tudo o que eles postam. Se faz bem tanta rede social, não sabemos. Padre Fabio de Melo disse que não e na semana passada afirmou que largaria o Twitter.

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Pois Anitta fez no sábado um post apaixonado para o namorado. O texto, longo para os padrões do Insta, enumerava as qualidades do rapaz. "Atende chamada de vídeo sentado no vaso" era um dos atributos mencionados pela cantora — para se ter ideia do nível de intimidade do conteúdo. É legal começo de namoro, quando qualquer coisa como essa parece um atributo. Acho fofo. Mas achava também que Luana e Scooby terminariam esse casamento se dando bem. Pois é.

A questão é que um dos itens citados por Anitta na declaração era o seguinte: "Pedro vem com um item babadeiro no seu combo que requer muita paciência e sabedoria, claro, ninguém vem só com parte boa".

A frase se refere, provavelmente, à Luana. Segundo Anitta, Luana é a parte ruim do combo de Pedro — um homem que tem três filhos com a ex-mulher. Ela requer paciência e sabedoria — como tudo na vida, aliás.

Você já viu esse filme, eu aposto. Ex que dificulta a relação atual, muita paixão, ciúme, problemas com os filhos etc. Luana não parece ser fácil mesmo — mas poxa, ela está sozinha com três filhos e todo mundo deve estar penando para lidar com as questões do divórcio. O que não me parece de muita sabedoria é a maneira que Anitta escolheu para lidar com isso. Indireta funciona para alguém?

Dar tanta importância para a ex de alguém a ponto de citá-la na declaração de amor que fez para esse alguém. Poxa, será que não é ocaso, como diria Elsa, de Frozen, de "let it go"? Vai, malandra.

Ninguém vem sem ex em 2019. Depois dos 30 anos, nos relacionamos com pessoas que fatalmente já estiveram em relacionamentos (mais ou menos fatais). Se esse "combo" vem com filhos, então, o mínimo que se espera dos adultos envolvidos é respeito. Traição dói? Dói. Briga por guarda é complicada? Demais. É depois do divórcio que se descobre quem era seu par? Sim, infelizmente. Mas o filho não tem nada a ver com isso. A criança precisa de paz para entender que papai e mamãe se separaram, mas as coisas vão ficar bem em algum momento. E, por eles, deviam mesmo ficar.

Se pai e mãe estiverem brigando, os filhos não vão se sentir bem tão cedo — a consequência é que todo mundo fica balançado. Se a madrasta, que diz amar o pai das crianças, que diz que os filhos idolatram o pai, insistir em falar mal da mãe deles, a harmonia não vai ser estabelecida nunca. Como é que um vai confiar no outro?

Anitta tem razão: precisamos de paciência e sabedoria para compor novas famílias, driblar as mágoas anteriores e criar as crianças com dignidade. Postar indiretinha para Luana na homenagem de aniversário do Scooby não é nada sábio, muito menos paciente. Pelo contrário, lembra até uma obsessão. Imagina não conseguir nem fazer uma declaração de amor para o seu namorado sem falar de outra mulher? Eu, hein.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Luciana Bugni é jornalista e escritora. Vive entre quatro rapazes, muitas bolas de futebol e uma gata, descomplicando a vida e parindo ideias. Edita conversas antigas (é cada resposta que a gente poderia ter dado...), cardápios e reportagens na Universa, aqui no UOL. Já trabalhou na “Revista AnaMaria”, no “Diário do Grande ABC”, no “Agora São Paulo” e na “Contigo!” e se especializou em jornalismo feminino popular. Acredita no amor, que mostarda melhora tudo e que as madrastas são uma classe injustiçada pela literatura infantil.

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso sobre a geração que está com 30 e poucos anos, recorrendo aos apps de paquera na marra ou tentando salvar o segundo casamento com todas as forças. E enquanto isso, trabalha, cria pessoinhas e faz de tudo para se divertir (desde que o samba é samba é assim).