Luciana Bugni

Patricia no BBB: uma cena de ciúme só dá mais vontade de trair

Luciana Bugni

12/03/2018 11h31

Fazer escândalo não te protege de ser traída, bem (Foto: Paulo Belote/TV Globo)

 

Ciúme é um negócio muito louco. Fala para o ciumento que ele não tem razão e ele terá automaticamente certeza de que você é culpado. Tudo bem que tem pulga atrás da orelha que tem razão de ser, mas tenha uma certeza: não tem surto que faça alguém que está pisando na bola andar na linha. E, na imensa maioria das vezes, o ciúme fala muito mais sobre quem está sentindo do que sobre quem está provocando. É insegurança, é medo, é medir o outro com a própria régua…

Tipo a Patricia, no último sábado no BBB. Viu o namorado sorrindo para as convidadas na festa e pronto: “você está paquerando”. O cara lá, abismado com a briga, sem entender direito nem o que ela estava falando. E a moça, coitada, surtada, chorando, sofrendo por algo que nem aconteceu.

O ciumento, quando bota uma coisa na cabeça, não tira jamais. E bate tanto naquela tecla, que acaba criando uma realidade paralela, em que sua invenção realmente aconteceu e o parceiro vai ter que passar a noite se desculpando por algo que nem havia cogitado fazer. No caso de Patricia, em que o suposto flerte foi filmado por várias câmeras, dá pra garantir que não aconteceu nada. Na cabeça de Kaysar, depois de tanta treta, já não dá pra saber. Porque ainda tem mais essa desvantagem em ter um surto de ciúme: você planta uma sementinha na cabeça do outro que, cansado de dar explicações absurdas para coisas que não fez, passa a cogitar fazê-las. Afinal, é mais divertido paquerar alguém do que passar uma noite de festa numa DR sem fundamento. Já que vai levar a culpa mesmo…

Então, aqui vai o conselho para os ciumentos: uma grande cena, no máximo, coloca no outro a vontade de trair. Na dúvida sobre o comportamento do parceiro? Trabalhe essa insegurança, converse bastante e, diante de evidências, largue a pessoa. Mas um grande escândalo regado a lágrimas, é melhor evitar. Porque ainda não inventaram vacina para chifre e todo mundo está sujeito a levar.

Sobre a autora

Luciana Bugni é jornalista e escritora. Vive entre dois adolescentes, um bebê e uma gata, descomplicando a vida e parindo ideias. Edita comerciais na TV, conversas antigas (é cada resposta que a gente poderia ter dado...), cardápios e a revista “AnaMaria”. Já trabalhou no “Diário do Grande ABC”, “Agora São Paulo” e na “Contigo!” e se especializou em jornalismo feminino popular. Acredita no amor, que mostarda melhora tudo e que as madrastas são uma classe injustiçada pela literatura infantil.

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso sobre a geração que está com 30 e poucos anos, recorrendo aos apps de paquera na marra ou tentando salvar o segundo casamento com todas as forças. E enquanto isso, trabalha, cria pessoinhas e faz de tudo para se divertir (desde que o samba é samba é assim).

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