Luciana Bugni

Por que a gente acha que a vida vai mudar quando chega o Réveillon?

Luciana Bugni

29/12/2017 08h00

Sou só eu ou essa festa é bonita demais mesmo? (foto: Istock)

Eu sei que é só uma festa como as outras, mas a verdade é que não tem festa mais legal no mundo do que o réveillon brasileiro. Calor, praia, fogos de artifício e todo mundo de branco na mesma vibração pedindo coisas boas. Tem evento melhor que esse? O ano novo é a festa mais legal que existe! Tá, tem o carnaval. Então o ano novo é a segunda festa mais legal que existe!

Um passo e você já não está no mesmo lugar. A máxima fica martelando na minha cabeça nesses dias em que a gente se cobre de resoluções com a ilusão de que tudo vai mudar assim que o calendário virar para 1º de janeiro. Na prática, sabemos, não funciona bem assim. O dia primeiro é só o dia depois do dia 31. Mas vai dizer isso para aquela horda de pessoas vestindo branco e empunhando flores que caminham em Copacabana? Quando você se vê no meio daquela procissão, faltando meia hora para o novo ano, com uma garrafa de espumante à tiracolo, não tem como não se contaminar. É muita gente desejando o bem, muita energia boa. E muita muvuca, muito assalto, dizem os pessimistas. Podemos então, só por uma noite, pensar só no que é bom?

Quando começam os fogos, as pessoas hipnotizadas olham para cima. O ano que é novo eu será que fui eu que mudei? No ano passado, quando eu nunca tinha tido diabetes, quando eu não escrevia para o Uol, quando meu filho ainda não tinha nascido, quando o filho da minha amiga ainda não andava, quando a minha outra amiga não estava grávida e voltava de sua festa bêbada às 8h da manhã do dia primeiro… foi o ano que mudou ou foi a gente?

Porque será que esse marco das pessoas de branco a cada 365 dias mexe tanto comigo? Cada réveillon é uma nova vida? Esse 2017, especialmente, duas novas vidas: eu, que sou outra, e meu filho, que olha para mim agora sorrindo.

Dentro de alguns dias será ano novo, João. A nossa chance de recomeçar a cada 365 dias. Todo mundo de branco, a areia, os fogos. Só pensamentos bons. O ano novo é a festa mais legal que existe, filho.

Tá, tem o carnaval. Mas isso eu te explico depois.

 

Sobre a autora

Luciana Bugni é jornalista e escritora. Vive entre dois adolescentes, um bebê e uma gata, descomplicando a vida e parindo ideias. Edita comerciais na TV, conversas antigas (é cada resposta que a gente poderia ter dado...), cardápios e a revista “AnaMaria”. Já trabalhou no “Diário do Grande ABC”, “Agora São Paulo” e na “Contigo!” e se especializou em jornalismo feminino popular. Acredita no amor, que mostarda melhora tudo e que as madrastas são uma classe injustiçada pela literatura infantil.

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso sobre a geração que está com 30 e poucos anos, recorrendo aos apps de paquera na marra ou tentando salvar o segundo casamento com todas as forças. E enquanto isso, trabalha, cria pessoinhas e faz de tudo para se divertir (desde que o samba é samba é assim).

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