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Luciana Bugni

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27 gírias atuais para parecer moderno

Luciana Bugni

19/09/2017 08h00

a gente aprende rápido e depois lacra, tomba, mita… (Foto: Reprodução/Giphy)

Em tempos de influencers e redes sociais, fica difícil para os mais velhos acompanharem a quantidade de gírias propagadas online. Aqui, uma ajuda para não parecer boco-moco ou sair por aí curtindo alguma coisa pacas! Tá ligado?

eu me sinto assim tentando acompanhar os xóvens (Imagem: Giphy)

Babei – não se importar. "Babei pra você" ou "Babei para o que ela disse"

Berro/ Grito – expressões de internet para tudo que gera surpresa ou escândalo. Pode ser reação a uma foto. "O crush passou na faculdade e vai morar aí em Brasília". "BERRO."

Boy – menino. "Tô a fim de um boy", "Esse boy é tudo"

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Bugado – estragado. Vem da palavra bug. Vale para objetos eletrônicos, mas se estendeu para qualquer coisa. "Meu celular está bugado", "Essa gripe me deixou bugada".

Chave/chavoso – legal, bacana. "Esse tênis é muito chave". "Como foi o rolê? Chave".

Crush – paquera, flerte. Do inglês crush, virou substantivo. "Vou sair com o crush". "Eu tinha um crush nele". O crush pode ser uma novinha, um boy…

Lacrei – auto-elogio. Mandar muito bem. "E a apresentação de inglês?" "Lacrei." Usado também na terceira pessoa. "A Anitta lacrou com esse clipe."

Menó – menor de idade, pessoa mais nova. "Olha esse menó causando no rolê."

Mitou – expressão usada para qualquer acerto ou frase considerada positiva pelo coletivo. "Tio, você mitou naquela resposta". "Como foi na prova?" "Mitei. Pai é pai, tio"

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Nervoser – ansioso, tenso. "Ih, tá nervoser? Relaxa aí"

Novinha – menina. Vem das letras de funk e é controverso. "E ontem?" "Foi chave, várias novinhas."

Pai – vocativo, jeito de chamar o outro no lugar de "cara", "brother" ou do paulistano "meu", geralmente no fim da frase. "Que que é isso, pai?" Também serve para enaltecer a si mesmo. "Pai é pai."

Parça – parceiro, amigo. "Ninguém mexe com meu parça". "Parça em primeiro lugar".

Pisa menos – quando alguém acerta ou responde à altura algum comentário maldoso em redes sociais. "E esse cabelo mára? Pisa menos"

Pode pá – pode crer. Quando você aceita o que foi dito ou lembra que já sabia. "Te falei que a gasolina tinha aumentado." "Pode pá"

Probleminha – inbox do Facebook. Para conversas privadas ou tirar satisfação. "Chama no probleminha que a gente conversa"

Sangrou – estar com muita raiva e postar algo raivoso. "Fulano sangrou naquele comentário no seu post, hein"

Shippar – gostar de um casal a ponto de unir os nomes das duas partes em uma expressão. Começou com famosos como Brad Pitt e Angellina Jolie (Brangelina), ou Bruna Marquezine e Neymar (Brumar). Como se vê, shippar não garante que a separação seja evitada. Muito usado pelos usuários das redes sociais para se referir aos casais de novelas.

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Tá na Disney – está viajando. "Minha mãe tá na Disney que eu vou voltar às 22h"

Tá pistola – estar bravo. "Tô pistola com ele desde ontem" Variação para pistolou: deu escândalo, ficou muito bravo.

Tiltado – estressado, dando tilt. "Fulano tá tiltado por causa da ex"

Tio – mesmo uso de pai. Pode ser usado no começo da frase. "Tio, tá na Disney?"

Tô colante – estou indo, vou colar. "Tô colante nesse rolê de sábado"

Tombei – arrasei, lacrei. Auto–elogio. "E essa foto da sua viagem, com 100 curtidas?" "Tombei."

Tumblr – (lê-se "tãmbler") bonito, legal, estiloso. "Esse boné é tumblr.

Véy – vocativo. Vem da palavra "Velho", que evoluiu para "Véio" e agora véy, com acento mesmo. "Véy, fulana tá pistola com você"

Zoas – zoeira. "Tá de zoas". "Não leva a sério, é zoas".

  • Colaboraram os novinhos Léo, Luiza e Vini. E os velhos, que mitam desde sempre.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Luciana Bugni é jornalista e escritora. Vive entre quatro rapazes, muitas bolas de futebol e uma gata, descomplicando a vida e parindo ideias. Edita conversas antigas (é cada resposta que a gente poderia ter dado...), cardápios e reportagens na Universa, aqui no UOL. Já trabalhou na “Revista AnaMaria”, no “Diário do Grande ABC”, no “Agora São Paulo” e na “Contigo!” e se especializou em jornalismo feminino popular. Acredita no amor, que mostarda melhora tudo e que as madrastas são uma classe injustiçada pela literatura infantil.

Sobre o Blog

Um olhar esperançoso sobre a geração que está com 30 e poucos anos, recorrendo aos apps de paquera na marra ou tentando salvar o segundo casamento com todas as forças. E enquanto isso, trabalha, cria pessoinhas e faz de tudo para se divertir (desde que o samba é samba é assim).